CONCURSOS NACIONAIS DE PRODUTOS TRADICIONAIS
Os concursos nacionais de produtos tradicionais portugueses são já reconhecidos como um acontecimento relevante para a promoção da excelência e da qualidade.
Os concursos nacionais de produtos tradicionais portugueses são já reconhecidos como um acontecimento relevante para a promoção da excelência e da qualidade.
Rabanadas feitas com Arrufada de Coimbra fritas em óleo depois de passadas em leite e ovo. Posteriormente são polvilhadas com açúcar e canela. Peso/calibre: cerca de 100g Aspeto exterior: Amarelo acastanhado típico da fritura e polvilhado com açúcar e canela Aspeto interior: Bolo lêvedo de cor branco sujo ou amarelecida devido à adição da canela mas humedecido pela calda de leite Consistência: branda e húmida Textura: Branda com sensação areada típica do polvilhado com açúcar e canela Cor: amarelo acastanhado típico da fritura e do polvilhado com açúcar e canela Aroma: a fritos de natal com apontamentos de canela e manteiga da Arrufada Sabor: doce, com apontamentos da fritura, predominando no exterior o sabor a canela
Pão de mistura elaborado através de um processo de fabrico específico da região, sendo determinante o uso da farinha obtida dos milhos brancos lisos, do tipo “flint”, maioritariamente de origem regional, em que se incluem as variedades locais Pigarro, Verdial de Aperrela e Verdial de Cete. À farinha de milho é, ainda, adicionada farinha de centeio de origem regional podendo, na sua ausência, ser usada farinha de trigo.
A regueifa de Ul é um pão doce obtido manualmente através de uma bola moldada até ter uma abertura a meio, de côdea macia, miolo com alvéolos de tamanho médio e com o lar enfarinhado. Este produto é fabricado com a mesma massa do pão de Ul/pada de Ul, é pincelado com ovo antes da cozedura e, após cozedura pode ser ligeiramente polvilhado com açúcar na face superior. Todo o processo é efectuado de forma tradicional, sendo as regueifas cozidas em fornos de lenha.
Produto fumado, obtido a partir da transformação da peça inteira do cachaço de porco, revestido por tripa e atado em ambas as pontas.
Azeitonas Maçanilha do Algarve (em especial do Nordeste serrano), carnudas, esmagadas, de cor verde, temperadas com alho, orégãos, tomilho, nêveda e casca de limão.
Mel produzido pela abelha negra Apis mellifera mellifera (sp. Iberica) - considerada por alguns investigadores como sub raça da Apis mellifera iberica - na região montanhosa do Barroso, a partir da flora característica. Tem cor escura (> a 8 na escala de Pfund), cheiro e sabor reveladores da flora melífera regional, com forte predominância de ericáceas. Ao mel que possua um teor de pólen de ericáceas superior a 35 % poderá ser atribuída a designação de “Mel de Urze” ou “Mel de Queiró”.
Preparado a partir de farinha de trigo, ovos e gorduras, recheado com carnes fumadas de porco. A cor varia entre amarelo e castanho claro, apresentando ao corte uma massa alveolada, de cor amarelada, entremeada pelas carnes. O peso oscila entre 0,5 e 3 kg. A massa é ligeiramente salgada e gordurosa e as carnes mantêm o sabor original.
Produto tradicional da Região Autónoma da Madeira obtido a partir da amassadura de farinha de trigo, batata-doce (Ipomoea batatas L.), fermento de padeiro e/ou “massa lêveda”, água e sal e cozido em forno de lenha. Tem formato arredondado podendo, no caso particular da zona de São Vicente, apresentar a forma de trança ou rosca, detendo o nome de «rosquilha». Apresenta uma cor heterogénea, variando com a zona de produção e/ou produtor, mas sempre na paleta dos castanhos, podendo apresentar manchas brancas de salpicado da farinha, crosta mais ou menos espessa e bem aderente ao miolo, sendo, em geral, a textura interna constituída por um miolo denso, com alvéolos irregulares, elástico e macio no paladar e cor de creme a amarelo “sujo”, consoante a proporção de batata-doce que integra a massa. A batata-doce imprime à massa do produto características sápidas e de aroma inconfundíveis.
Bombons artesanais, em forma de bolota, de puro chocolate negro com recheio de queijo de Nisa DOP. As “caixas” ou moldes são preparadas a partir de chocolate negro, com 60% de pasta de cacau, temperado e cristalizado já no molde. Depois são recheados com um recheio ou “ganache” elaborada de chocolate branco, com 28% de pasta de cacau, onde se encontra incorporado o queijo de Nisa DOP. Quando se trinca o bombom o primeiro sabor a surgir é o do chocolate puro, de sabor persistente. Logo depois, liberta-se o sabor tão característico do queijo que se encontra na “ganache”. É da conjugação de dois sabores tão intensos e opostos que surge uma explosão de sensações organoléticas inesquecíveis.
Muitas vezes referimo-nos a chás, infusões e tisanas como se fossem a mesma coisa mas na realidade estas bebidas apresentam diferenças importantes tanto a nível dos seus ingredientes como a nível das suas propriedades e benefícios sobre o nosso corpo. Entende-se por infusão toda a bebida feita a partir da imersão de uma planta aromática em água quente, com o intuito de lhe extrair substâncias activas. No caso, em questão, trata-se de uma infusão feita a partir das folhas secas de Erva-Príncipe obtidas em Modo Produção Biológica (MPB). A Erva-Príncipe (Cymbopogon citratus) - que os franceses designam por “citronnelle” e os ingleses por “lemongrass” - possui folhas lineares alongadas e lanceoladas em forma de lâmina. As margens das folhas são ásperas e cortantes. O constituinte principal desta erva é um óleo essencial denominado citra, que é também encontrado no lmão e na laranja, e que ajuda a sintetizar a vitamina A. Entre as várias utilizações desta planta destacam-se as infusões feitas a partir das suas folhas, secas ou mesmo frescas. Esta infusão, plena de benefícios para a saúde, apresenta um fantástico aroma fesco a limão e um delicioso sabor citríco que deixa, durante algum tempo, uma agradável sensação de frescura na boca.