CONCURSOS NACIONAIS DE PRODUTOS TRADICIONAIS
Os concursos nacionais de produtos tradicionais portugueses são já reconhecidos como um acontecimento relevante para a promoção da excelência e da qualidade.
Os concursos nacionais de produtos tradicionais portugueses são já reconhecidos como um acontecimento relevante para a promoção da excelência e da qualidade.
O pão de Ul/pada de Ul é um pão de trigo tradicional obtido manualmente por união de dois pequenos pedaços de massa arredondados. A pada é feita da união de dois pequenos pedaços de massa, arredondados e quando se juntam duas padas, em forma de quadrado grosseiro, diz-se que se formou uma "carreira". Este é um pão bem cozido, de cor homogénea, com pouco sal e ausência de cores, aromas e sabores desagradáveis. Apresenta uma côdea ligeiramente dura e pouco crocante, um miolo macio e pouco elástico com alvéolos de tamanho médio. Todo o processo é efectuado de forma tradicional ou de base tradicional, sendo as padas cozidas em fornos de lenha.
Este vinagre aromatizado foi produzido através da maceração de ingredientes naturais em Vinagre de Sidra, posteriormente envelhecido em cascos de carvalho francês de 225 e 350 Litros. A Hortelã Pimenta, nomeadamente as suas folhas e caule, foram introduzidas no momento da acetificação do Vinagre de Sidra. Teve um processo de envelhecimento nas barricas de carvalho francês durante 7 anos. Esta maceração é essencial para que o vinagre ganhe o aroma fresco e característicos desta espécie da menta. Este produto foi elaborado a partir de matérias-primas sem adição de produtos fitofarmacêuticos. Todos os produtos foram colhidos manualmente e durante a sua época natural de maturação. Durante o engarrafamento, não houve qualquer processo de filtração, sendo apenas utilizado a decantação natural. Assim sendo, o vinagre poderá conter algum depósito e não estar completamente límpido.
Pão de mistura elaborado através de um processo de fabrico específico da região, sendo determinante o uso da farinha obtida dos milhos brancos lisos, do tipo “flint”, maioritariamente de origem regional, em que se incluem as variedades locais Pigarro, Verdial de Aperrela e Verdial de Cete. À farinha de milho é, ainda, adicionada farinha de centeio de origem regional podendo, na sua ausência, ser usada farinha de trigo.
Produzido com laranjas frescas, cujo “vidrado” da casca ficará em maceração em álcool por um longo período de tempo. O teor alcoólico deste licor é de 22%.
Bombons artesanais produzidos à base de figo preto seco de Torres Novas e recheados com figo preto fresco de Torres Novas. O aspecto exterior é o de uma pasta irregular e granulosa e o interior é de um fluido brilhante com pequenos pedaços do fruto.
Um Chocolate de Origem é feito com favas de cacau que cresceram num país ou região específicos e que, por isso mesmo, têm um sabor distinto. Ao levar à boca um pedacinho, destes pedaços de chocolate com flor de sal, sente-se a textura densa a desfazer-se lentamente sobre a língua e deixar que os sabores se desprendam devagar. Fica um sabor a mar, a bagas silvestres, que se demora e alonga, evocando praias, matas frondosas, frutas suculentas e cores vibrantes. Aromas delicados completam o prazer colhido neste Pedaço de Paraíso, e renovamos o feitiço com o segundo pedacinho.
Doce composto por um invólucro, em forma de “cartucho” ou cone, de massa fina e estaladiça, com bordos irregulares na extremidade superior sendo o recheio, de doce de ovos com amêndoa, bem visível. Tanto o cartucho como o recheio apresentam cor heterogénea, podendo a do cartucho variar entre o bege e o castanho claro e a do recheio variar entre o amarelo-torrado e o laranja, pigmentado com amêndoa de tonalidades entre o bege e o castanho claro. O cartucho apresenta aroma e sabor característico onde se evidência a manteiga e a amêndoa, complementado pelo recheio onde predominam um aroma e sabor complexos, a ovo, cozido em açúcar, e a amêndoa.
O «Pastel de Chaves» é um produto de pastelaria constituído por massa finamente folhada, recheada com um preparado à base de carne de vitela picada. Apresenta textura exterior firme e estaladiça contrastando fortemente com a textura do recheio que é espesso, macio, húmido, suculento e fundente. Ao corte vertical, a massa apresenta um conjunto de lâminas muito finas, o que confere ao pastel um aspeto finamente folhado. A porção superior da massa apresenta uma cor amarelo-dourado que contrasta com a porção inferior levemente humedecida e escurecida pelo picado de carne. Numa posição central surge o recheio que apresenta um aspeto heterogéneo, resultante dos diversos ingredientes que o compõem, sendo reconhecíveis pedaços de carne e de cebola.
Com uma cor amarela, brilhante e cristalina, na boca há uma explosão de limão fresco ligeiramente amargo com um final de boca longo e persistente do limão colhido fresco às primeiras horas da manhã no pomar da Casa de Encosturas onde são produzidos segundo o modo de produção biológica. Este licor tem tendência a acentuar o seu sabor com a idade. Todo o processo de produção é verdadeiramente artesanal. Teor alcoólico: 24%.
O “canoco de Ul” é um pão de trigo tradicional, produzido com farinha de trigo tipo 80 (sêmea e rolão de trigo), com a forma ovalada, de base plana, por vezes com chanfro na côdea macia e miolo macio e firme com alvéolos de tamanho pequeno. Todo o processo é efectuado de forma tradicional, sendo os canocos cozidos em fornos de lenha.