CONCURSOS NACIONAIS DE PRODUTOS TRADICIONAIS
Os concursos nacionais de produtos tradicionais portugueses são já reconhecidos como um acontecimento relevante para a promoção da excelência e da qualidade.
Os concursos nacionais de produtos tradicionais portugueses são já reconhecidos como um acontecimento relevante para a promoção da excelência e da qualidade.
Por definição as ervas aromáticas, ou ervas de cheiro como também são popularmente conhecidas, são plantas, de pequenas dimensões, em geral, e muito odoríferas das quais são utilizadas principalmente as folhas, secas ou frescas, Já as especiarias - não confundir com as ervas aromáticas - são produtos vegetais de aroma muito intenso, tais como rebentos, frutos, bagas, raízes ou cascas - normalmente utilizadas secas e reduzidas a pó. Relativamente à planta aromática em questão, há uma grande variedade de tomilhos com sabores e aromas diferenciados. Mas o tomilho comum (Thymus vulgaris), fresco ou seco, e por se tratar de uma planta com sabor muito agradáve, é a variedade, normalmente, mais utilizada na culinária. Trata-se de um subarbusto com folhas pequenas, lineares ou lanceoladas, e flores róseas ou esbranquiçadas. O aroma do tomilho é muito subtil e bastante seco. Tem um sabor um pouco doce, com leves toques mentolados. Os tons quentes e apimentados adicionam profundidade ao perfil geral do sabor desta erva, com uma leveza que muitas vezes só é detectável por palatos muito apurados ou quando o tomilho é usado em grandes quantidades.
Apresenta cor vermeho escuro e textura aveludada podendo encontrar-se alguns pedaços de tomate. A ausência de peles e a quase inexistência de sementes não mentem sobre o tempo, dedicação e gosto pela arte de bem fazer.
Bombom de molde de 12g com a forma de uma folha, com cobertura de chocolate negro de 60% de pasta de cacau, recheio cremoso e de intenso sabor mentolado.
A regueifa de Ul é um pão doce obtido manualmente através de uma bola moldada até ter uma abertura a meio, de côdea macia, miolo com alvéolos de tamanho médio e com o lar enfarinhado. Este produto é fabricado com a mesma massa do pão de Ul/pada de Ul, é pincelado com ovo antes da cozedura e, após cozedura pode ser ligeiramente polvilhado com açúcar na face superior. Todo o processo é efectuado de forma tradicional, sendo as regueifas cozidas em fornos de lenha.
Obtido a partir das pernas de porcos Bísaros, adultos, machos (excluindo os inteiros) ou fêmeas, abatidos com idade entre 9 e 18 meses, inscritos no respectivo Registo Zootécnico. Tem o formato próprio da perna deste porco, comprida e alongada, com a extremidade podal. Apresenta, no local do corte, coloração vermelho acastanhada reveladora do tratamento pela mistura de colorau com azeite e da fumagem. Ao corte apresenta cor rosa a vermelho escuro e gordura de cor branca, nacarada e brilhante. Sabor agradável, salgado e fumado e aroma ligeiramente fumado.
O "Azeite de Moura" possui as características que permitem qualificá-lo como azeite virgem extra e azeite virgem nos termos da Regulamentação Comunitária. Obtido, por processos mecânicos, a partir de azeitonas das variedades Cordovil, Verdeal e Galega. É um azeite de acidez baixa ou muito baixa, de cor amarela esverdeada. O aroma e sabor que lhe são próprios são devidos às variedades Galega e Verdeal. O alto teor de ácidos monoinsaturados provem principalmente da variedade Cordovil.
Pequenos bolos de forma redonda ligeiramente achatada, com cerca de 30g, que vão ao forno antes de serem cobertos com uma calda de açúcar. Confecionadas apenas com amêndoa, açúcar, um pouco de farinha e água apresentam cor castanha no interior e castanha escura no exterior com o branco do açúcar em calda por cima. Apresenta textura dura ao toque mas macia no interior.
Enchido tradicional, fumado, em forma de ferradura, obtido a partir de carne (da cabeça, entremeada, barriga e aparas) de porco de raça bísara ou do seu cruzamento com outras raças (desde que com 50% de sangue bísaro), carne de aves (apenas para a calda) e pão regional de trigo, condimentado com sal, alho, colorau e azeite de Trás-os-Montes DOP, cheio em tripa fina de porco ou vaca. Ao corte a massa apresenta-se homogénea, apercebendo-se, no entanto, as carnes desfiadas. Sabor e aroma a fumado, muito agradável.
Licor elaborado a partir de Rum da Madeira, fabricado num muito antigo Engenho da Calheta e de ervas aromáticas provenientes da Quinta Pedagógica dos Prazeres. As ervas aromáticas são cultivadas na Quinta Pedagógica dos Prazeres, de forma natural, sem utilização de agro-químicos. Tendo como únicos ingredientes Rum da Madeira, ervas aromáticas e açúcar, este licor tem alto teor alcoólico, cor ambarina, aroma floral com um toque de caramelo e sabor adocicado e aromático, com final de boca prolongado.
O Figo é o fruto da Figueira – Ficus carica L. Na Região de Torres Novas predominam duas variedades diferentes: Preto de Torres Novas e Pingo de Mel. A denominação FIGO DE TORRES NOVAS cobre exclusivamente os figos frescos ou secos das duas variedades referidas: preto de Torres Novas e Pingo de Mel. Estes nomes podem ainda ser complementados com a expressão “lampos” ou “temporões” para os figos frescos colhidos em Maio/Julho e “vindimos” para os figos frescos produzidos em Agosto/Setembro. Globalmente, o figo de Torres Novas é um fruto de sabor doce característico, muito rico em fibras e minerais como o cálcio, magnésio e potássio. Caracteriza-se ainda por conter teores razoáveis de vitaminas C, B1 e B2. O seu valor calórico (80 calorias/100g) elege-o como um bom alimento energético. O figo Preto de Torres Novas, quando produzido nesta região e no estado de maturação adequado para consumo, é de pequeno calibre e arredondado. A epiderme é totalmente violácea, lisa, baça, com pouco polvilho e com fendilhamento irregular pouco marcado. Estes figos apresentam um elevado teor em açúcar. Maturação na 1ª quinzena de Junho. O figo Pingo de Mel, quando produzido nesta região e no estado de maturação adequado para consumo, é de calibre médio, a epiderme é verde-amarelada e é muito resistente ao transporte. Esta variedade produz normalmente uma gota de sumo no ostíolo do figo maduro que se assemelha a um pingo-de-mel e impede a passagem de insectos ou fungos para o interior do figo. Maturação na 1ª quinzena de Agosto. O figo de Torres Novas tem dupla aptidão e pode ser comercializado em fresco ou em seco.