CONCURSOS NACIONAIS DE PRODUTOS TRADICIONAIS
Os concursos nacionais de produtos tradicionais portugueses são já reconhecidos como um acontecimento relevante para a promoção da excelência e da qualidade.
Os concursos nacionais de produtos tradicionais portugueses são já reconhecidos como um acontecimento relevante para a promoção da excelência e da qualidade.
Mel produzido pela abelha Apis mellifera (sp. Iberica), definido em quatro sub-tipos: - Mel do Ribatejo Norte - Produzido na sub-região ecológica da Serra d'Aire: cor clara (entre 2,5 e 6 na escala de Pfund), produzido pela abelha Apis mellifera mellifera (sp. Iberica) a partir de néctar de flores cheiro e sabor floral (labiadas), pólen de Rosmarinus, Lavandula e Mentha (no total 15 %); - Mel do Ribatejo Norte - produzido na sub-região ecológica da Albufeira de Castelo de Bode: cor clara ( 6 na escala de Pfund), com cheiro e sabor floral (ericáceas), pólen de Ericaceas (E. Arborea, E. Umbellata, E.lusitanica, E.australis, Calluna, Arbustus unedo) (no total 10 %), Mirtus, Viburnum, Rubus, Castanea, Cistaceae, Rahmnus e Jasione montana (no total 20 % ); - Mel do Ribatejo Norte - Produzido na sub-região ecológica do Bairro: cor variável (entre 1 e 8 na escala de Pfund), com cheiro e sabor floral (soagem e cardo), pólen de Echium ( 15 %), Rubus, Trifolium, Compositae, liguliflorae e Cruciferae (no total 15 %); - Mel do Ribatejo Norte - produzido na sub-região ecológica do Alto Nabão: cor variável (entre 6 e 11 na escala de Pfund), com cheiro e sabor floral (eucalipto), pólen de Eucalyptus ( 15 %), Echium, Compositae liguflorae e Crucíferae (no total 15 %).
Queijo obtido por esgotamento lento da coalhada após coagulação do leite de ovelha cru estreme, obtido através da ordenha de fêmeas de raça Bordaleira Serra da Estrela ou de raça Churra Mondegueira, pelo cardo (Cynara cardunculus, L). O queijo Serra da Estrela tem um tempo mínimo de maturação de 30 dias. Quando a maturação decorre durante um período mínimo de 120 dias, o queijo designa-se por Serra da Estrela Velho.
Mel produzido pela abelha Apis melífera (sp. Iberica), a partir do néctar das flores da flora característica da região do Alentejo. A cristalização é fina e compacta e tanto o cheiro e o sabor como a cor (amarelo transparente até ambarino) variam consoante a respectiva composição polínica. O mel do Alentejo DOP é classificado como: - Mel de rosmaninho: pólen predominante de Lavanda stoechas L. (> 13%) - de cor clara, indo do quase transparente até ao âmbar claro, de aroma e paladar finíssimos e leves; - Mel de soagem: pólen predominante de Echium spp. (> 40%), com grande tendência para cristalizar, devido à relação frutose/glucose. No estado líquido a cor varia de âmbar claro a âmbar. A cristalização é compacta, fina e esbranquiçada ou amarelada. O aroma e o paladar são suaves; - Mel de eucalipto: pólen predominante de Eucaliptus spp. (> 40%), de cor âmbar, de paladar pronunciado e forte, característico dos eucaliptais; - Mel de laranjeira: pólen predominante de Citrus spp. (> 15%), de cor clara, paladar delicado e aroma característico das fragrâncias dos laranjais; - Mel multifloral: mel proveniente de néctar produzido por espécies existentes nas pastagens naturais, zonas de pousio sem predominância de nenhuma espécie. Contudo, terá sempre uma das seguintes plantas (> 5%): Esteva, Sargaço, Rosmaninho, Soagem, Eucalipto, Cardo, Tomilho, Laranjeira e Alecrim. A cor varia entre o âmbar claro e o âmbar escuro, e o aroma e o paladar são ricos, perfumados e profundos.
O "Capão de Freamunde" é um frango proveniente das estirpes de crescimento lento do tipo Atlântico do grupo étnico gallus domesticus, castrado antes de atingir a maturidade sexual, que se destina exclusivamente à produção de carne de qualidade, tendo regras específicas de alimentaçao e maneio. São apenas utilizadas quer as estirpes Redbro de pescoço coberto e Redbro de pescoço pelado, dando as primeiras origem a animais mais pesados, quer as raças tipicamente portuguesas existentes na zona norte de Portugal: Pedrês Portuguesa, Preta Lusitânica e Amarela.
Este produto é conhecido por pão de ló de Margaride ou por pão leve de Margaride ou por rosca de Margaride. É um bolo tradicional, de textura muito suave, feito apenas com ovos frescos (gemas), açúcar, farinha e sal marinho. Depois de muito bem batida a massa é colocada em formas de barro, forradas com papel almaço e vai a cozer em forno a lenha. Tem forma redonda com um orifício e a superfície exterior superior tem um abaulamento característico. O seu interior apresenta uma cor amarelo ouro e o seu exterior uma tonalidade acastanhada. O nome pão leve decorre do facto de o pão de ló ser mais leve, proporcionalmente, do que o pão comum. O nome “rosca” deve ser proveniente do facto de em tempos anteriores os produtores de pão de ló serem, também, produtores de pão em forma de regueifa ou rosca.
Muitas vezes referimo-nos a chás, infusões e tisanas como se fossem a mesma coisa mas na realidade estas bebidas apresentam diferenças importantes tanto a nível dos seus ingredientes como a nível das suas propriedades e benefícios sobre o nosso corpo. Tisana é a designação utilizada para infusões feitas a partir de duas ou mais variedades de plantas aromáticas (a blend of plant types, como dizem os ingleses) ou de várias partes de uma mesma planta . O termo "chá de ervas" é frequentemente utilizado para designar todas as tisanas feitas a partir de diferentes partes de plantas (não necessariamente ervas), como a casca, folhas, flores, etc. No entanto, estas infusões são tisanas e não rigorosamente chás, uma vez que o termo chá designa única e exclusivamente a bebida preparada com folhas da planta "Camellia sinensis". As tisanas podem ser classificadas como medicinais (Os "chás de desintoxicação" ou "detox teas" são uma categoria popular de tisanas medicinais). Assim, enquanto algumas tisanas têm um longo historial de uso medicinal, outras são simplesmente consumidas por puro prazer. No caso em questão, a tisana MAYA BIO é composta por folhas secas de Erva Príncipe (Cymbopogon citratus) e de Menta Laranja (Menta Citrata) cujo inconfundível aroma nos "abre" de imediato as vias respiratórias. Deixe-se surpeender por esta mistura, muito equilibrada, de sabor incrivelmente fresco onde se destacam notas mentoladas.
Fabricada apenas com marmelos, de produção biológica própria, e açúcar, este doce - feito ainda com recurso ao uso do antigo passe-vite - apresenta, exteriormente, cor vermelho escuro e brilhante. De textura suave, sem grumos, e consistência rija, deve ser cortada à fatia. Tem sabor doce e intenso a marmelo.
“Borrego Serra da Estrela” são as carcaças refrigeradas, obtidas a partir de animais da raça Bordaleira Serra da Estrela, filhos de pai e mãe incritos no Livro Genealógico da raça O abate dos animias é feito até aos 30 dias de vida, com um peso vivo até 12 Kg. É uma carne particularmente macia e saborosa, de paladar muito suave, com gordura intersticial e subcutânea bem distribuída.
Pão de mistura elaborado através de um processo de fabrico específico da região, sendo determinante o uso da farinha obtida dos milhos brancos lisos, do tipo “flint”, maioritariamente de origem regional, em que se incluem as variedades locais Pigarro, Verdial de Aperrela e Verdial de Cete. À farinha de milho é, ainda, adicionada farinha de centeio de origem regional podendo, na sua ausência, ser usada farinha de trigo.
Fruto da oliveira (Olea europeae sativa Hoffg Link), da variedade Negrinha. Tem cor verde amarelada a negra violácea conforme o estado de maturação, forma arredondada, lisa, terminando em ligeiro bico e consistência firme. O caroço é pequeno e destaca-se facilmente da polpa, que constitui cerca de 83 % do fruto. Este tem peso de 3 a 5 g e volume de 3 a 5 cm3, em média.